quinta-feira, 22 de julho de 2010
O Amor ficou no Atlântico
O Amor ficou no Atlântico. Caído, abandonado... Soube por esses dias. Afogou-se em lágrimas já esperadas e consentidas, penou por pouco mais de quatro anos. Acabou sua agonia. Enfim. O sal entranhou sua pele, ardendo mais e mais suas gastas feridas, e ele se debateu. Gritou, chorou, em sua mudez resignada. No lado direito do mapa, ele já sabia do abandono. Coisa premeditada para uns, para outros racional. Oposto a isso, ela abastecia de esperanças vãs seu respirar, sua luta, seu nado naquele extenso oceano... Pobre mortal tola! Acreditar que o Amor sobreviveria àquela passagem de tempo? Àquela jornada tormentosa? Tsc, tsc! Ele está lá no Atlântico, não respira, inerte sob incomensuráveis cubos d'água. Jovem boba! Resta-lhe uma missa de sétimo dia (melhor que uma de sétimo ano!), mas nada de cortejo sem corpo presente _ será mais digno e respeitável! Nada de homenagens e ressalvas: você precisará se reestruturar e se reerguer; sem drama! Você ainda está no lado esquerdo do mapa... E seu Amor jaz no meio do caminho de ambos, um justo lugar para seu descanso.
(Adriana F de Oliveira)
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