quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Amor ficou no Atlântico


O Amor ficou no Atlântico. Caído, abandonado... Soube por esses dias. Afogou-se em lágrimas já esperadas e consentidas, penou por pouco mais de quatro anos. Acabou sua agonia. Enfim. O sal entranhou sua pele, ardendo mais e mais suas gastas feridas, e ele se debateu. Gritou, chorou, em sua mudez resignada. No lado direito do mapa, ele já sabia do abandono. Coisa premeditada para uns, para outros racional. Oposto a isso, ela abastecia de esperanças vãs seu respirar, sua luta, seu nado naquele extenso oceano... Pobre mortal tola! Acreditar que o Amor sobreviveria àquela passagem de tempo? Àquela jornada tormentosa? Tsc, tsc! Ele está lá no Atlântico, não respira, inerte sob incomensuráveis cubos d'água. Jovem boba! Resta-lhe uma missa de sétimo dia (melhor que uma de sétimo ano!), mas nada de cortejo sem corpo presente _ será mais digno e respeitável! Nada de homenagens e ressalvas: você precisará se reestruturar e se reerguer; sem drama! Você ainda está no lado esquerdo do mapa...  E seu Amor jaz no meio do caminho de ambos, um justo lugar para seu descanso.

(Adriana F de Oliveira)

domingo, 18 de julho de 2010

Plagiando Drummond





E agora, Adriana?
A Copa acabou,
a Espanha ganhou,
a Seleção perdeu,
o polvo Paul acertou,
e agora, Adriana?
E agora você?
Você que está sem Tiago Leifert,
que a fez gostar e analisar futebol.
Você que é pragmática e contestadora,
que apenas ama e se entristece,
e agora Adriana?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Oportunismo: 1º de julho

1º de Julho


Cássia Eller
Composição: Renato Russo

Eu vejo que aprendi

O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez

O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim

Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa,meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração

Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso

Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então

Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby

O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor, meu Chicão...

Sim, sim... Aqui também tem Copa...

Num fim de semana que fui para a casa de minha mãe, me deparei com um jornalista que 'parecia' não usar o teleprompter, andava pelo estudio como se fosse na casa dele, falava muito mais coloquial... Parei para assistir um programa esportivo, quando vi que era na Globo (olhei a logo de novo para me certificar!), meu queixo foi ao chão! O 'menino' Tiago Leifert deu-me um tapa na cara. Nunca gostei desses programas esportivos (confesso!), mas o jeito do rapaz apresentar me cativou (sua inteligência também!).


Tiago Leifert

A Copa também me pegou, mas de forma um tanto diferente...